Opinião x ódio gratuito: o equívoco de uma geração “hater”

O ódio gratuito com o acesso simplificado às redes sociais tem tomado proporções preocupantes. Antigamente se você não gostava de algo, não iria gritar aos quatro ventos na janela de casa que não gostava daquilo, apenas evitaria contato. Atualmente com a popularização da internet, se você não despeja seu ódio em algo para todos admirarem, se torna um deslocado “sem opinião”.

Liberdade de expressão (principalmente na imprensa), é um direito de todos que deveria ser usado para interação com outras pessoas sobre diversos assuntos, formais ou não. Isso deveria contribuir para uma melhoria de vida de cada um, independente do que estivesse sendo discutido. Infelizmente o que observamos na internet são competições de ”veneno” entre pessoas (que na maioria das vezes nem se conhecem), impondo sua opinião como a certa e usando o escudo: “mas é minha opinião”, e sempre direcionados aos mesmos assuntos: religião, futebol, política e gosto musical.

Sobre gosto musical, a discussão se torna ainda mais patética quanto filme de sessão da tarde; jovens se ofendendo afim de “likes” sobre seu nojo e repulsa por determinada banda — como se isso fosse alterar algo na vida de quem perde tempo fazendo isso — acompanhados sempre de um público esperando ver xingamentos gratuitos, resultando em algo completamente desnecessário para ambos os lados. Discussões deveriam gerar debates, troca de ideias, e não brigas sem nexo por motivos torpes.

Uma discussão no qual se arrasta há anos entre o público jovem (13 anos à 25 anos) são às ofensas à banda Avenged Sevenfold, o que deveria ser apenas um simples: “não gosto de Avenged” se torna um mar de baixaria sem sentido algum. O A7X tem um histórico de “haters” (pessoas que odeiam determinada banda, assunto ou qualquer outra coisa que a maioria goste) desde a época mais ‘sombria’ da banda (1999 – 2006), até os dias atuais. Sendo por aparência, musicalidade, ou filosofia, ninguém tem o direito de julgar outras pessoas porquê gosta de determinada coisa. É infantil você ir à uma página sobre uma banda na internet e xingar tudo ali, tentando ser superior sobre algo que não influência em nada em sua vida, ou nas dos demais.

(Avenged Sevenfold em 2005)

(Avenged Sevenfold em 2005)

Muitos usam o argumento “inveja” sobre os haters de A7X, na verdade, aos olhos de todos isso é apenas uma necessidade de se auto afirmar na internet, lugar onde você pode ser quem quiser, como quiser, e da maneira que bem entender — se escondendo atrás de um monitor e despejando seu ódio afim de chamar atenção — já que no ‘mundo real’ isso seria muito mais complicado. A internet nos dá essa liberdade de perder o medo, mas isso torna as pessoas idiotas por opção, tendo ações que ferem a privacidade alheia, sem o mínimo de escrúpulos em busca de fama, notoriedade, ou algum benefício próprio.

O Avenged Sevenfold jamais se incomodou ao ponto de revidar ofensas, ou afins sobre isso. É inútil tentar manter um diálogo com alguém que possui uma mente limitada, usando críticas maldosas com a intenção de ferir, ou denigrir o trabalho exaustivo de uma banda. Palavras em redes sociais tem o mesmo efeito que uma bala calibre 38, ou até pior. Um trabalho bem feito sempre será alvo de críticas, na sua maioria de pessoas que não tem capacidade de fazer algo à altura daquilo, isso não é inveja, a pessoa projeta seu fracasso nos outros e vê defeito onde não existe, com isso se torna alguém frustrado (a).

(Avenged Sevenfold em 2014 recebendo o disco de Platina pelo álbum “Hail to the King”)

Todos deveriam entender que atualmente, as bandas (independente do estilo musical) não se importam com isso, basicamente porque precisam se superar, agradar quem gosta do que elas se propõem a fazer. Por que tentar agradar alguém que odeia o que você faz? O ser humano deveria tentar se auto desafiar a ser alguém melhor, sair da frente do computador e fazer algo novo, apenas por si. A vida não é uma competição de internet, no qual todos precisam demonstrar o que são, ou o que tem, e muito menos no que são bons. As pessoas ao seu redor vão reconhecer o seu melhor sem você dizer nada, seja o melhor POR SI, não para agradar “A” “B” ou “C”, ou ser superior comparado a alguém e provar ao resto que “derrotou” fulano, sendo que essa guerra só existe dentro da sua mente. Melhore a si mesmo porque infelizmente o mundo não gira em torno de ninguém, nem sobre algo que ocorre em internet.

Por que um jovem no qual deveria usar tanta tecnologia para ser uma pessoa melhor, usa para prejudicar o outro? Se odiar sem nem ao menos ter trocado uma palavra com a outra pessoa, por questões mesquinhas e egoístas, ou pelo que o outro aparenta ser. Isso se torna mais infantil ainda por questão de gosto alheio, algo intransferível. Ser jovem não é motivo para ser um leigo idiota, sem limite. Internet não é “terra de ninguém” para ser usada como circo, e o mundo lá fora será bem mais cruel do que um post ofendendo sua banda favorita, ou seu ódio à outra pessoa por motivos que você nem sabe ao certo. A vida vai além de um monitor de computador, acredite.

3 pensamentos sobre “Opinião x ódio gratuito: o equívoco de uma geração “hater”

  1. é uma pena que só uma porcentagem destes “haters” tentariam entender,quanto a nós refletimos por ambos os lados.mas ai,só li verdades.

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