“Avenged Sevenfold cede a Dublin um tempo ridiculamente bom!”

A Hot Press Magazine publicou em seu site uma amável revisão do show do Avenged Sevenfold em Dublin, na Irlanda.

“Parece até algum templo diabólico para os condenados. Grandes degraus de pedra levam até um crânio gigantesco, suas asas de morcego estendidas, lançando seu sorriso medonho sobre vários milhares de metaleiros exageradamente animados. Se isso é mesmo um templo, então o vocalista do Avenged Sevenfold, M. Shadows, aparece. Um cara tatuado e assustadoramente musculoso, vestido de preto e cinza com óculos escuros, o seu abominável padre.

Enquanto ele voa sobre o palco, há algo tribal sobre o canto da multidão que é aparentemente interminável, que como um só corpo, se balança, grita e pula a seu favor. “Elétrico” é um adjetivo muito usado quando falamos sobre atmosfera, mas quem quer que tenha usado essa expressão pela primeira vez, deve ter sido um grande fã do “rock and roll”, porque cada momento desse emocionante, teatral e sufocante show foi carregado com uma energia intensa e incessante.

Após a apresentação de duas músicas do mais recente álbum da banda, os fãs de longa data, que acompanham a banda desde a adolescência até a meia-idade, perdem as estribeiras. Eles ficaram de pé em seus assentos, pularam e caíram sobre seus lugares. Mas quando a banda começou uma velha favorita, a clássica trituradora de crânios, “Buried Alive”, todos pularam novamente.

Não há dúvida sobre isso – fãs de Avenged Sevenfold são incansáveis. Diversos “moshs” de corpos encharcados de suor (e, ocasionalmente, feminino), metaleiros sem camisa naturalmente surram uns aos outros em meio a tambores ensurdecedores. Uma torrente de destruição nos sons de guitarra, guturais profetizando a condenação eterna, a possessão demoníaca e outras situações difíceis.

Mas sob o estendido show de luzes, a dramática encenação e os surrados alto-falantes do estádio, permanece a substância que fez o Avenged Sevenfold um dos maiores nomes do metal nos dias de hoje.

Com um pedido de desculpas, M. Shadows explica à multidão que a banda foi proibida de usar pirotecnia em seus shows.

Mas ele grita: “Não precisamos de pirotecnia! Agora vamos explodir Dublin!”

E então eles começam o processo de desencadeamento de todo o entusiasmo que o fogo, o poder, e a paixão desenfreados representam ultimamente no metal. Toda a pirotecnia é esquecida. Tudo isso adicionado à habilidade e ao exibicionismo de M. Shadows e ao inegável vínculo entre a banda e os fãs (“família”, como Shadows os chama), e você vai ter um conjunto extremamente divertido da visão essencial que os amantes do hardcore têm.

Fãs mantinham no ar bandeiras irlandesas com o símbolo do Avenged, Shadows pegou uma para si e usou como capa, prometendo levar pra casa e, explicando que era especial, pois James dizia que era sua terra natal e, de longe seu lugar favorito para tocar. A ausência de Jimmy foi honrada com sua última música, “Fiction”, antes de Synyster Gates e Zacky Vengeance tomarem os holofotes para suas performances incrivelmente ágeis que fizeram com que os atendentes do andar de cima finalmente desistissem de por ordem naquele lugar.

A barreira entre o palco e a plateia parecia dissolver-se em artigos de vestuário, chapéus, moletons e até mesmo sutiãs foram oferecidos aos artistas, que em troca deram muito mais do que eu já vi uma banda dar. Todas as palhetas de guitarra, set lists e baquetas foram lançadas contra multidão, deixando cada um de nós presentes naquela arena com um sorriso no rosto. Muito bem feito, Avenged Sevenfold.”

Revisão feita por: Alexandra Marcus
Tradução: Hanna Dara

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