Site sueco Skanskan entrevista M.Shadows

M. SHADOWS falou com o site sueco SKANSKAN.SE sobre a gravação de Hail To The King, o trabalho com Mike Elizondo, ter um outro álbum #1 e a luta para quebrar o “sucesso imediato”.

Confira a matéria:

“CONCERTO em Copenhague. 

Avenged Sevenfold é uma das mais aclamadas e promissoras bandas de metal da última década, que além de lotar arenas, também vendeu milhões de cópias do seu último álbum, estando assim na lista de mérito. Mas, de maneira usual, essa medalha tem um lado obscuro. Pouco antes do final de 2009, o baterista James “The Rev” Sullivan foi vítima de uma overdose acidental, aos seus 28 anos de idade. O mito de mortes jovens no mundo do rock havia feito mais uma vítima.”

1. Ainda assim, a banda optou por terminar a turnê planejada logo depois. Mas a crise estava longe de acabar. Gravar o álbum de sucesso atual, Hail to the King, sem seu amigo de infância foi mais difícil do que o resto dos membros da banda tinha imaginado.

MS: – Sim. Foi, sem dúvida alguma, uma das coisas mais difíceis que já fizemos. Primeiramente, não sabíamos como o nosso novo baterista iria trabalhar, mas havia algo mais profundo nisso tudo. Nós fomos amigos de Jimmy por 18 anos e o conhecíamos por dentro e por fora, então o que aconteceu com ele foi muito triste. Mas ele estará por perto e permanecerá em nossos corações para sempre.

2. Matthew disse que a ideia de seguir em frente após a morte de James e fazer alguma coisa, certamente estava presente, mas ficou por lá. Quando os quatro membros restantes discutiram sobre o assunto, concluiu-se conjuntamente que a única coisa a se fazer era continuar e tentar de todas as formas deixar um grande legado musical. Em seguida, concluímos assim, o primeiro resultado destes esforços. Hail to the King, um álbum fortemente influenciado por atos clássicos como Black Sabbath e Led Zeppelin.

MS: – Eu gostaria de dizer que este álbum é o mais baseado em “groove” que já fizemos, possui um ar de “blues” na escrita. Nós tentamos fazer algo que fosse sonoramente intrusivo. Uma vez que, em geral, soa absolutamente mais “rock n’ roll” dessa vez.

3. E sobre as letras? O título “Hail to the King” sugere que você escreveu sobre acontecimentos históricos?

MS: – Abordamos diversos temas, mas estamos falando em forma de imagens. Metáforas contando histórias, como se estivéssemos escrevendo sobre coisas como a religião, reis e rainhas, mas falando de outra coisa.

4. Essa foi a segunda produção de Mike Elizondo para vocês, mas queremos saber o porquê. Afinal, ele não é mais conhecido por trabalhar para artistas como 50 Cent, Dr. Dre e Eminem?

MS: – Quando fizemos o último álbum, Nightmare, percebemos que ele tinha tempo e competência para produzir em uma banda de rock. Nós confiamos nele, ele é uma boa companhia. Além disso, ele cresceu como um “crânio de metal”, bem antes de escolher o hip hop. 

5. A esta altura, o Avenged Sevenfold está em seu décimo quarto ano como uma banda. As mudanças musicais foram muitas, mas em termos artísticos, no entanto, evoluíram. O fato dos dois últimos álbuns terem alcançado o número um na lista dos EUA, diz muito a este respeito. 

MS: – O que me faz mais feliz é a minha família e os meus amigos, mas Avenged Sevenfold está lá como uma chama constante em minha mente, e não estou satisfeito ainda. Eu quero que a gente se torne ainda maior e melhor, assim não haverá espaço algum para liberarmos música de qualidade duvidosa. É algo que todo mundo que convive comigo tem que respeitar, então eu não vou fazer nada estúpido que possa destruir essa ideia.

6. Muitas bandas que se esforçaram para fazer um avanço, dizem que é melhor esperar pelo sucesso do que ter sucesso imediatamente, para que nada atrapalhe. Você concorda com isso?

MS: – Eu não poderia concordar mais! Mesmo sabemos que quando fizemos nosso primeiro álbum, todos disseram que não tínhamos nenhuma chance de fazer sucesso, nós sempre fizemos o que queríamos e o que nos agradava. O sentimento desde o início foi que se agíssemos por conta própria, nada daria errado. Então, produzir devagar é definitivamente a coisa certa. 

NOTA FINAL DA MATÉRIA: Os dois últimos álbuns do Avenged Sevenfold: o novo álbum, Hail to the King e o antecessor, Nightmare, foram diretamente para o gráfico de primeiro lugar nos EUA. Quando o baterista James “The Rev” Sullivan morreu, o ex-baterista do Dream Theater, Mike Portnoy, ficou com a banda por um tempo determinado para a turnê subsequente.

Tradução: Hanna Dara

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