M. Shadows do Avenged Sevenfold: Perguntas e respostas ao Current

M. Shadows, vocalista do Avenged Sevenfold, falou com o Current de Chicago. A banda tocou segunda-feira no AT&T Center com Deftones e Ghost B.C.

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Primeiramente, me conte tudo sobre tocar no Rock In Rio, no Brasil.
Claro. Esse é um dos sonhos que as bandas jovens tem: tocar no Rock In Rio um dia. Nós tivemos sorte de tocar com Iron Maiden. Eu, normalmente, não fico nervoso para shows, mas aquele foi um que eu realmente queria fazer porque eu sabia de muitas pessoas queriam nos assistir online e nós temos uma base de fãs bem forte no Rio, então nós queríamos fazer aquela noite ser foda.

Você acha que a Avenged Sevenfold sofreu da “síndrome da banda famosa”? Quero dizer, vocês parecem ser amados ou, pelo menos, respeitados pelas criticas depois que começaram a vender alguns discos…
Você não pode ser tudo de uma vez só. Sempre vão ter grupos de pessoas que vão ser bem diretas na opinião delas sobre você quando você não faz exatamente o que eles querem. Quando nós começamos como uma banda bem nova no cenário hardcore de Orange County, logo começamos a separar nós mesmos de tudo, todos aqueles caras não iam aos nossos shows. Eles odiavam a gente porque a gente cantava e era um pouco mais melódico. Mas aconteceu. Nós fomos uma banda legal de ser assistida no Warped Tour, mas se você perguntar àqueles caras, agora eles iriam dizer, “Não, Avenged Sevenfold não é uma banda pro Warped; eles são uma bosta.” “Eles são muito grandes, associem”. Quanto maior você fica, mais isso acontece. Então, nós só escrevemos a musica quando queremos escrever, nós vamos para a turnê, fazemos a produção que nós queremos e, basicamente, vivemos na nossa pequena bolha. Nós não ligamos mesmo para o que todo mundo diz.

Se eles curtirem, ótimo. Se não…
Acredito firmemente que as pessoas não sabem o que querem até elas terem isso. Lá estão várias bandas ótimas e eu continuo ouvindo a mesma coisa de novo e de novo, um sendo AC/DC, e outro sendo NOFX, eles sempre fazem a mesma coisa e eu amo eles, mas a maioria das outras bandas eu me apaixono porque eles fazem as mesmas coisas, mas não me movem ou me desafiam. É isso que nós queremos fazer com a nossa banda: te mover de formas que você jamais imaginou querer. Você tem que dar ás pessoas coisas que as assuste um pouco, tire-as do lugar, mas fazendo-as entenderem. É assim que as coisas envolvem.

Essa filosofia de “dar ás pessoas o que elas não sabiam que queriam” não poderia não ser relacionada à Steve Jobs. Você usa um Mac, por acaso?
Eu uso um Mac, sim!

A banda atingiu seu maior sucesso depois de duas tragédias: a morte de seu baterista (Jimmy “The Rev” Sullivan) em 2009 e em 2001, e a tentativa de suicídio do baixista, Justin Sane, que teve de sair da banda. Vocês estavam se dissolvendo, e logo decidiram a continuar unidos.
É uma prova aos nossos fãs. Eles passaram conosco por tudo isso. Quando Jimmy faleceu foi muito, muito difícil. A razão por a qual nós pensamos na dissolução da banda, não foi porque não queríamos mais tocar um com o outro, mas não estávamos confortáveis com o nome do Avenged Sevenfold, considerando o quão igualmente [Jimmy] ele colaborou conosco, criando isso. Eventualmente, decidimos que a melhor coisa era continuar com o legado, era seguir em frente. Para mim, é tudo sobre o quanto você consegue manter sua cabeça “fora” de tudo o que qualquer um pensa de você e compor as musicas que você quer compor e produzir os discos que você quer produzir e colocar isso a mostra.

O “grito” foi pra sempre?

(pausa) Eu não sei, sabia? É uma dessas coisas, nós não ouvimos bandas que gritam. Eu ouvia quando eu estava no ensino médio e eu meio que cresci com isso. Eu, quem sabe, ouça uma ou duas. Prefiro ouvir “Iron Maidens e Metallicas” do mundo do que bandas de death metal. Para mim, não faz nenhum sentido.

Conte-me sobre sua relação com o Mike Elizondo, que produziu dois álbuns, em seguida, para a banda depois dos anos de autoprodução.
Nós nunca achávamos aquele sexto membro que estávamos procurando até que achamos o Mike. Nós fomos abertos a várias ideias de várias pessoas diferentes, mas não queriamos trabalhar com ninguém. Mas Mike vinha com todas essas ideias e um amplo conhecimento no metal. Ele sabia absolutamente tudo sobre a nossa banda. Ele cresceu, basicamente, na periferia de LA e tudo o que ele fazia era tocar em bandas de metal progressivo. Sua maior influencia é Keith Harris da Iron Maiden. Nós nos juntamos e começaram a surgir ideias. Nós concluímos que ele podia dar algo á banda e nós confiamos nele. Quando Jimmy faleceu, ele estava com a gente o tempo todo e nós formamos uma amizade, que é muito importante para essa banda. Nós fizemos dois discos e esperamos continuar.

Quem é o Rei (“the king”) que vocês falam no ultimo álbum?
Um cara que destrói tudo para criar um império. A história humana sempre nos mostra as pessoas adorando pessoas que nos levam. Para nós, isso era uma coisa muito intrigante, ter pessoas para ir á guerra por nós. Nós nunca tivemos a ideia de ser igual, nós sempre temos alguém nos liderando. Então nós escrevemos uma história com uma vibe de “Game Of Thrones”, século 18, um Rei louco que destrói as suas pessoas. Na verdade não tem um Rei em si, você pode imaginar quem você quiser que seja. Pode ser um famoso, Deus, ou nenhum dos dois.

Falando em Deus…
(interrompendo) Absolutamente não, eu não acredito nessas coisas. (risadas) Eu tento não me meter nisso porque muitos de nossos fãs são cristãos e muitos não são. Eu tenho minhas próprias crenças , mas não acredito em nenhum tipo de religião dos dias de hoje. Mas, definitivamente, não somos uma banda cristã.

Vocês não haviam tocado em San Antonio desde 2008. Nós gostamos de nos definir como a capital do metal. Como vocês nos veem?
Absolutamente, nós amamos San Antonio. Nós não somos uma banda “hipster”, bandas assim vão para Austin e fazem as suas coisas…É até engraçado. (risadas) Mas para nós, San Antonio é uma das capitais do metal. Temos Texas, Houston, Dallas, e mais abaixo, Arizona, Novo México, temos muitos “metaleiros” lá. Toda vez que tocamos em SA é muito intenso, tem muita história… Ozzy e tudo o mais. Nós não havíamos tocado lá por um tempo e nós estamos muito animados. Nós temos uma boa produção e as pessoas irão ficar surpreendidas por isso. Mas também estou animado sobre a Deftones e eu espero que as pessoas cheguem mais cedo, pois Ghost [B.C.] é uma banda incrível.

5 pensamentos sobre “M. Shadows do Avenged Sevenfold: Perguntas e respostas ao Current

  1. Ótima tradução Lucos. Me arrepiei com essa parte:
    ” – É isso que nós queremos fazer com a nossa banda: te mover de formas que você jamais imaginou querer. Você tem que dar ás pessoas coisas que as assuste um pouco, tire-as do lugar, mas fazendo-as entenderem. É assim que as coisas envolvem. ”
    Sevenfold \,,/

  2. Muito Bom isso aí em cima !!!! Eu sou Fã de Avenged e principalmente do Synister e …… parece loukura mais sou cristã!!!!! Não me julguem por isso ….O próprio M. Shadows disse … respeito a decisão de cada um …. não sei se estou certa … na verdade acho qeu gosto da banda só por causa o Syn… mas os karas são muito massa…

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