TRADUÇÃO: Revolver Magazine com A7X

A nova edição da revista Revolver conta com o A7X na capa e uma entrevista de várias páginas com o A7X. Confira abaixo a tradução na íntegra:

A coroa pesa

Na sombra da morte e na luz da nova vida, reis do metal moderno Avenged Sevenfold reforjaram seu som para durar para sempre.
Numa manhã ensolarada do junho em Huntington Beach, California, o líder do Avenged sevenfold Matt Sanders, a.k.a M. Shadows, senta contente no seu sofá da sala de estar, assistindo seu filho, River, trabalhando com seu jogo de golfe. “Ele tem apenas 11 meses de idade, mas ele já está caminhando.” ele disse, radiante com um orgulhoso sorriso paternFo como o jovem sorridente apontando uma arma de plástico em direção a equipe da Revolver. “Ele é muitao divertido. Tudo que eu quero fazer é sair com ele!”
Mas há uma entrevista a ser feita, então a esposa de Shadows, Valary, pegou no colo o rapazinho e levou-o para outra sala – mas não antes dele manobrar para roubar o iPhone do papai. “Ele vai ser terrível.” Riu Shadows. “Todo o inferno que eu e Val fizemos nossos pais passarem, eu sei que está vindo de volta para nós com ele.”
Se isso não é genuinamente emocionante, essa doce cena doméstica pode ser um acontecimento um pouco chocante para aqueles que continuam tendo a imagem do Avenged Sevenfold em 2005 – muito Rock, festas, criadores do inferno vindo como Motley Crue do jeito Dr. Hunter S. Thompson – firmemente concertados nos seus lóbulos frontais. Mas Shadows, guitarristas Brian “Synyster” Gates e Zacky Vengeance, e o baixista Johnny Christ vieram crescendo consideravelmente.

Página Matt


Desde ai, sua maturidade foi forçada mais rápido seguido pelo trágico fato recente (2009) morte do baterista base Jimmy “The Rev” Sullivan e a emocionante dor das sessões de gravação de Nightmare, em 2010 seu tributo ao The Rev.
“Sim, cara, nós passamos por muitas coisas.” Vengeance reflete. “Nós continuamos razoavelmente imaturos para a nossa idade, mas temos superado algumas merdas inacreditáveis. Eu tinha 17 anos de idade quando começei a gravar nosso primeiro album (Sounding the Seventh Trumpet de 2001). Nós já estamos nos 30 agora. Depois que Jimmy se foi, nós poderiamos pendurar isso e falar que foi um dia, mas tivemos energia através disso. Nós ganhamos muito respeito por isso, e virou uma das nossas turnês mais bem sucedidas.”
“Isso foi difícil.” diz Christ sobre a tour de Nightmare, que começou com o baterista formador do Dream Theater Mike portnoy (quem também tocou em Nightmare) no banco da bateria, e acabou com Arin Ilejay (antigamente do Confide) preenchendo o lugar do passado Sullivan. “Isso foi uma banda muito pequena. Ajuda na ferida de perder Jimmy, mas começando a ver nossos fãs e tocando na frente deles foi bom pra nós. Rumo a tour, isso começou a ser divertido denovo. Se nós não estivessemos tendo diversão no final disso, nós provavelmente não teriamos voltado a escrever outra gravação.”
O que nos trouxe ao Hail to the King, sexto album do A7X, e seu primeiro em 3 anos. Enquanto a banda pode estar mais velha e um pouco mais sábia – o titulo do album foi inspirado num divertido momento em que Shadows segurou seu filho bebê em cima e proclamou “Hail to the King!” – sua música não tem sido suavizada nem um pouco pela nova maturidade ou extase doméstico. Se por alguma coisa Hail to the King é a mais pesada gravação do Avenged sevenfold até agora, não mencionando o mais focado. Visto que o catálogo do passado está ocupado com sons que tipicamente cruzam muitos generos, assinaturas do tempo, e sonicas paisagens no espaço por alguns minutos, novos sons tipo “Shep herd of Fire.” “Doin’ Time.” “This Means War.” e o título cortado são uma linha reta como uma onda na mandíbula (obs: ele quis dizer algo do tipo as músicas são diretas). Com sua onda já bem estabelecida, A7X tem escolhido uma via para seu poder e capacidade em 10 músicas que, para a maior parte, chamam de volta a bem afinada inspiração do “Black Album” Metallica ou “Appetite for destruction” do Guns n” roses, “Em vez de cinco sons em um, você tem as primeiras 5 faixas.” brinca Gates, mas ele está certo sobre o dinheiro – na primeira vez em sua carreira. A7x tem (geralmente) conseguido aproveitar sua A.D.D. musical e criar algo respeitável para ficar em pé ao lado dos albuns clássicos que originalmente inspiraram-nos.
“Nós crescemos no que sentimos ser os melhores registros de metal,” Shadows explica. “e isso significa que começou a aparecer em nós muitos de nossos fãs, e muito dos nossos fãs da geração jovem em geral, não teve grandes gravações do metal para crescer com. A maioria deles amou as bandas da Warped Tour, ou qualquer coisa que as bandas dos Ozzfest e Mayhem são, e eles não tem ideia disso, sabe. Five Finger Death Punch está tirando isso do Pantera – e nenhuma ideia sobre Pantera está pegando isso do AC/DC. Para nós, ai está uma séria saida musical depois dos anos 90, então nós queriamos fazer a nossa versão sobre os anos 90 antes, um album de metal deveria soar como isso, mas com uma produção de 2013.
Produzido por Mike Elizondo (que também dirigiu Nightmare), Hail to the King começou a tomar forma ano passado – não no estudio ou no espaço de ensaio, mas antes na mesa de jantar. “Desde o ‘White album’ (Avenged Sevenfold de 2007) nós chegamos juntos e temos esses jantares onde nós bebemos e tocamos certos sons de diferentes cds que nós achamos legais, se isso é Mr. Bungle ou Scorpions ou Pantera ou qualquer coisa.” diz Shadows. “Nós sentamos aqui e falamos sobre isso, até nós termos uma visão sobre o que nós queremos que nossa próxima música seja.”

Página Zacky

Destaque:”Tecnicamente nunca significou muito pra mim tanto quanto ao poder do caralho da matéria bruta” – ZV
A visão da banda sobre o novo album aderiu rapidamente, com Shadows, Gates, Vengeance e Christ percebendo que eles estavam todos na mesma página. “Nós decidimos, ‘nós queremos fazer um album clássico'” Gates relembrou. “Nós estavamos ouvindo AC/DC, Led Zeppelin, Pantera, the ‘Black Album’ e concentrando no que estava fazendo as pessoas fora dessas coisas. Historicamente, isso vem sendo bem difícil para nós comprometer-nos para isso somente, um ritmo estilo barbaro e vibe em todo o álbum. Isso foi tipo, ‘O que vocês estão precisando? Oh yeah – o (fucking) riff de divisória!’ Nós amamos essa merda, mas nós nunca tivemos o caralho de ‘cante talentoso riff’ em nenhum dos nossos sons.”
“Difícil de acreditar que chegamos tão longe sem eles.” ri Christ.
“Eu sempre amei grandes riffs e guitarras fortes,” adiciona Vengeance. “Eu adoro ser capaz de ser hábil para fazer um duelo de chumbo, e é divertido ser capaz de retalhar. Mas quando se trata disso, acertar um acorde aberto no (fucking) volume maximo com alto ganho vem sempre sendo o que eu me importo mais do que todas as outras merdas. Tecnicamente nunca significou muito pra mim tanto quanto ao poder do caralho da matéria bruta. Então, num album como esse, para mim, é um sonho que se torna realidade.”
Mas assim como ninguém já pegou aparte um hino do AC/DC posso dizer-lhe. manter coisas simples e no ponto poder ser o maior desafio no mundo fechar um som hard-rock. “Nós tentamos ter isso com o auto-titulado (~self titled) album.” Gates admite “Nós achamos que chegamos lá, mas não. Uma música como ‘scream’ deveria começar na orientação do ritmo, então ao longo vai à “fucking punk shit” (~gates quebrou o recorde de palavrões numa frase, sem tradução), e então vai devagar. Nós eramos muito jovens e idiotas, e nós não faziamos nosso dever de casa. Eu odeio desmascarar o mito – crianças não querem ouvir isso – mas como compositores, vocês tem que aperfeiçoar seu ofício um pouco, e estudar isso o quanto pode. E você só pode fazer isso ouvindo o que outras pessoas fazem, e vendo como certas coisas envolvem: como eles usam mudanças chaves, modulations, todo o tipo de merda para dar suficiente elevação, mas não então isso é o que interrompe o fluxo da música. Dessa vez, nós fomos tipo, ‘Não vamos falhar nisso. Quando nós toparmos com um obstáculo, vamos ter que escrever através disso.'”
“Se você vê muito rock antigo, eles podem ser tipos de som populares, mas eles são complexamente construídos – isso parece muito sem costura.” diz Shadows. “Maiden, Scorpions, UFo, todos eles fazem isso. Então nós realmente estudamos esse pessoal. Com esse album, foi muito deliberado que nós íamos usar esses trampolins para chegar no que nós queriamos em cada som.”
As sessões de escrever o que seria o começo de Hail to the King foram questões esgotantes que nós vimos a banda construindo um som até ficarem moídos, apenas para agitar isso se falhar completamente até satisfazer suas especificações. “Todo o riff tem que ser perfeito.” Insiste Christ. “Haviam várias vezes que, no fim da semana trabalhando numa música, havia uma parte dela que nós continuavamos sem sentir, então nós jogavamos fora a coisa toda e começavamos a rabiscar na outra semana. Isso foi realmente sobre ter certeza de que todas as partes fossem um clássico no final.”
“Nossa inclinação natural é para montar uma música, adicionar mais camadas, continuar montando uma música e adicionar mais camada.” diz Vengeance. “Dessa vez, isso foi como nós termos que começar com todas essas grandiosas ideias, e pegar as camadas de volta e ir ‘olha, o que é a mais poderosa coisa que nós podemos fazer? É ter uma harmonia de quatro partes e ser super-melódico? Ou é apenas ter o Matt cantando seu (fucking) coração pra fora, e repetir o que ele está falando tão poderoso como possível?'”

Página Synyster


“É muito fácil sentar aqui e escrever um album em três meses e falar ‘está tudo ótimo'” diz Shadows. “Mas na minha mente, você sabe que isso são (fucking) 7 em cada 10, ou as vezes 9 em cada 10. A parte difícil é descobrir o que faz os 9 e não 10. E se isso pode ser consertado, lá vamos. Não irá voltar e tomar partes disso para outra música. Isso acabou. Se isso não funciona, vai sair perdendo seu tempo.”
Praticamente a primeira coisa noticiada sobre Hail to the King, pelo menos uma vez os sinos de igreja fatais (~tolling bells) que abrem “Sherpherd of Fire”  e a bateria: grande, alta, batidas oscilantes agarram você pela garganta e puxam você através da música. Indo para a maior parte, são artisticamente concebidas, padrões de bateria ultra-complexos dos albuns antecessores do A7X, substituido por substanciais arranhões na sua cara. Ainda há gemidos liderando e ainda há muita harmonia dupla de guitarra, é claro, e o bater  de tambores do Ilejay e Christ rasgando com linhas de baixo que realmente dão ao album esse poder.
“Uma das coisas que nós quisemos fazer foi simplificar a bateria” – Shadows explica. “que é o que o AC/DC, Led Zeppelin e todas as outras bandas antigas fizeram. Esses albuns são conhecidos por suas guitarras, mas é a bateria que estão no topo. A bateria está dirigindo tudo. E se você tem alguém tocando realmente acima do topo, você não pode concluir tudo.”

Página Arin

Destaque: “Arin fez o que Jimmy custumava fazer. Ele orquestrou.” – Synyster G.

Para o Ilejay, essa nova direção da banda apresenta alguma coisa de um baterista enigma: Tendo sido inicialmente trazida a bordo porque ele poderia habilmente duplicar tudo do mais complexo do The Rev, o jovem homem foi agora instruido especificadamente a não tocar como The Rev. “Aw, isso quebrou o coração das pequenas crianças.” riu Gates.
“Durante todo o tempo que nós estivemos escrevendo,” Shadows diz. “nós estavamos apenas jogando gravações no Arin, dizendo ‘você precisa aprender essas ranhuras. Você precisa entender porque isso funciona!’ Foi tudo completamente novo para ele. Ele costumava tocar esse Mars Volta, Dililinger (Escape Plan), tipos de coisas post-hardocre. Ele tinha tocado um pouco completamente por cima, e teve todas as suas nuances fora das batidas. Nós estavamos tipo ‘não, isso é tipo você ser um homem das cavernas com dois paus!'”
Ele não foi até a banda convocar no Can Am Studios. para começar a gravar com Elizondo que Ilejay compreendeu completamente a nova abordagem orientada do novo ritmo. “O primeiro dia de fazer bateria, ele estava exagerando muito.” Shadows relembra. “Eu pensei que nós estávamos encrencados: ‘oh não, ele vai continuar tocando essas coisas’ Mas quando ele ouviu sua faixa de bateria tocada novamente com as guitarras de demonstração, isso abriu seus olhos. De repente, apenas deu um clique. Ele foi ‘Wow, o mais simples foi o melhor!’ dai pra frente ele foi como Mr. Groove.”
“Arin não poderia estar mais feliz sobre como o album acabou, o que é muito gratificante para nós, porque nós queremos que ele fique empolgado com isso.” Diz gates sobre o baterista. “Ele fez o que Jimmy custumava fazer. Jimmy fazia isso em uma maior, mais rápida e mais tecnica bateria, mas ele tem feito o que Jimmy fez. Ele tem orquestrado… É aproximadamente um Ringo Starr com todos essas coisas que acentuam o som. Se você quer toda a técnica, “crazy shit”, você tem isso em um par de faixas, mas na maioria, isso é tudo sobre ritmo e instrumentação.
Para todo o empenho da banda para se tornar um Jean, significa uma máquina de ritmo do rock. Hail to the King continua tendo momentos inegavelmente, essencialmente Avenged. “Requiem” (o que atualmente abre com refrão em latim com coral cantando). “Planets” e “Acid rain” refletem o aumento do interesse da banda em músicas clássicas – Shadows destaca o Compositor Gustav Holst do começo do século 20 como maior influência – e os aspectos da orquestração pelo renomado maestro David Campbell. As últimas duas músicas, com as imagens apocalípticas, trilha sonora digna de floreios orquestrais e alguns dos mais emocionantes vocais que Shadows nunca havia gravado, emparelhar para fechar o album particularmente emocionante.
“Eu realmente sinto que isso é o que separa-nos do resto dos ouvidos.” diz Gates sobre “Planets” e “Acid Rain” “Todo mundo pode escrever um riff, mas eu não acho que muitas bandas podem terminar um album assim. Esse é o final mais legal de um album que eu já (fucking) fiz, duas das minhas músicas favoritas que nós já escrevemos – e duas das mais diferentes músicas que nós já escrevemos.
Com Hail to the King finalmente mixado, tudo o que sobra é para os fãs do A7X é envolver os ouvidos. Eles aceitarão e abraçarão a nova encarnação ritmo-orientada (~groove-oriented incarnation?) A banda parece confiante que eles vão.
“Oh, absolutamente.” entusiasma Shadows. “Olhe para a mudança que nós fizemos de Waking the Fallen para City of Evil. Não há nada falso sobre essa mudança, apenas é o caminho que nós precisamos ir – e de City of Evil para o “white album.” a mesma coisa. Nightmare foi, eu acho, mais próximo do que nossos fãs esperavam, nesse ponto. E com Jimmy passando para longe, eles não estavam indo sentar ali e julgar isso. isso é o onde nós naturalmente precisamos ir. Eu sinto tipo que nós fizemos uma gravação matadora, e uma vez que as pessoas tornem passado o coringa da bateria preenchido ou qualquer coisa, eu realmente sinto que as pessoas irão dizer ‘Wow, esse é um album de divisória!'”

Página Johnny

Destaque: “Eu realmente sinto que as pessoas vão falar ‘Wow, isso é uma divisória!'” – M Shadows
“Nós temos feito algumas transições antes, mas essa é muito mais visível,” adiciona Gates. “eu acho que nós estamos apenas obtendo elementos. Não é como se o duelo de guitarras tivesse  ido embora, ou os solos estão menores. Ainda há muita substancia, muita profundidade, e muito tempo foi tomado para montar a musicalidade desse álbum. Isso é definitivamente um álbum menos progressivo, mas ainda há alguns sons progressivos – apenas rápidos avançados para o fim desse álbum, se vocês estavam preocupados!”
Para o guitarrista, Hail to the King serve como a justificativa que o A7X nunca vai pedir. “Esses sons foram escritos com a intenção de toca-los ao vivo,” ele diz. “então, isso é empolgante além das expectativas. Pensar sobre ir lá fora e tocar esse álbum numa turnê.
“Provavelmente há pessoas lá fora que estão presas em 2006 e pensam que o Avenged Sevenfold continua sendo um bando de crianças maquiadas.” ele continua “Eles estão ali em algum festival que estamos tocando, segurando uma cerveja, e eu quero quero tremer pra caralho essa merda deles. Eu quero fazer eles olharem para cima e ficarem tipo ‘Puta merda, isso é incrível! Quem são eles? Avenged Sevenfold? Daonde eles vieram?’ Ultimamente é isso que eu quero.

Tradução feita por Catarina (@BevynL) especialmente para o Jimmy Sullivan BR. Créditos a eles. (Consertei algumas coisas mas ainda é possível que contenha erros)

Scans da revista aqui.

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